VAMOS FALAR HONESTAMENTE?


Não seria exagero dizer que 90% da mídia tradicional detesta Jair Bolsonaro, seja por motivos ideológicos, financeiros ou simplesmente porque o presidente consegue ser, sim, alguém extramente difícil de se gostar.
Também não é exagero dizer que grande parte do Congresso Nacional -- eu diria a maioria -- igualmente detesta o presidente. Os motivos não são muito diferentes, e a implosão do PSL prova isso.
Diante de um quadro tão desfavorável assim, não resta muito a Jair Bolsonaro senão apelar, cada vez mais, para o populismo escancarado e o "jogo de cena" que apresenta diariamente aos seus eleitores.
O fato é que o mundo político, cultural e jornalístico nunca engoliu a queda do lulopetismo, muito menos a eleição de um militar. Ganhava-se muito dinheiro, prestígio e poder nos tempos da cleptocracia marxista lulopetista, ainda que às custas de um país financeira e moralmente arrasado.
A eleição de Bolsonaro, mais que uma ruptura com a esquerda brasileira, gentilmente chamada de social democracia, representou um grito de "basta" pela sociedade. E isso apavora muita gente! Sobretudo os engravatados e togados de Brasília.
Se houvesse um termômetro capaz de medir a realidade das besteiras que já disse Bolsonaro, seus filhos e alguns ministros, e a reação causada na opinião pública, este termômetro mostraria uma desproporcionalidade imensa.
Bolsonaro disse alguma besteira sobre a Amazônia, a imprensa noticiou que ele estava deixando queimar à vontade e a opinião pública jurou que ele próprio estava incendiando a floresta.
Esse exemplo vale para quase todas as crises criadas pelo próprio presidente e setores interessados em desestabilizar o governo. Quem não se lembra da batatada da Rede Globo no caso do porteiro do condomínio onde o presidente mora?
A crise atual é mais uma originada pelo próprio Bolsonaro, mas novamente superestimada -- eu diria estupidamente exagerada -- pelos mesmíssimos atores de sempre. A turma do caos; do quanto pior, melhor.
Se é fato que a um presidente nem tudo é prudente (como compartilhar vídeos, por exemplo), igualmente é fato que Jair Bolsonaro jamais pediu ou incentivou o fechamento do Congresso ou do Supremo. Aliás, sobre o STF, muito pelo contrário.
Uma das críticas que mais fiz e repeti, foi a sociedade que ele, Bolsonaro, constituiu com Dias Toffoli, mirando a proteção do bolsokid da rachadinha (e do ex-assessor Queiroz). Como escrevi acima... vamos falar honestamente! Quem acredita que o senador Flávio Bolsonaro é um santo e vive de chocolates, ou não é honesto ou é muito estúpido.
Assim, essa histeria coletiva que tomou conta do debate político, não só é baseada num factoide qualquer, como alimentada pelos já conhecidos fomentadores de crises -- dos dois lados, aliás. Sim, dos dois lados, pois o que não falta no entorno do presidente são incendiários.
Não haverá impeachment nenhum, não serão paralisadas as reformas no Congresso, o Brasil não irá afundar numa crise política, não existe a menor chance de uma ruptura democrática. Tudo oposto a isso é mentira! É invenção de gente que perdeu dinheiro e poder, e que foi derrotado fragorosamente nas urnas.
Nosso maior risco hoje chama-se coronavírus. É com isso que todos estes babacas que ficam criando crises deveriam estar ocupados e preocupados. Que cada um vista sua carapuça e vá procurar serviço. De desocupados, o Brasil já tá cheio.

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